OSM – Observatório de Saúde Mental e Direitos Humanos


Edmar Oliveira: “Estamos ficando muito egoístas”

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Fonte: Tribuna do Norte

Anna Ruth Dantas – Repórter

Conversar com o médico Edmar Oliveira é entrar um pouco no universo dos doentes mentais. Conhecer em detalhes o sofrimento, angústia e abandono dessas pessoas que, muitas vezes, são renegadas pela sociedade e pela família. Autor do livro “Ouvindo Vozes – Histórias do Hospício e lendas do Encantado”, Edmar Oliveira participa há 30 anos da luta antimanicomial.  Uma luta que ganhou voz e espaço. A defesa do psiquiatra é para a implantação, em número cada vez mais crescente, dos chamados CAPS, que são os centros de atenção. O médico alerta que a responsabilidade sobre os doentes mentais é da própria sociedade, dos profissionais de saúde e da família. “O tempo todo os pacientes psiquiátricos e a doença mental foram tiradas da sociedade, foi como se jogassem para debaixo do tapete aquilo que a sociedade não queria ver”, lembra.

Ele ressalta que o tratamento não pode ser dispensado apenas para o doente, mas para a própria comunidade. “Não adianta a gente separar aquilo que depositamos como doença mental. É preciso que tratemos essa pessoa em comunidade. É preciso que a comunidade também seja tratada junto com o doente”, frisa.

Analisando a situação do Rio Grande do Norte, Edmar Oliveira observa que há um número maior de leitos em Natal do que a média nacional. Enquanto Teresina tem 200 leitos, a capital potiguar, com o mesmo número de habitantes, tem 400 leitos para os doentes mentais.

Um dos grandes alertas dessa entrevista recai sobre a sociedade. Edmar Oliveira ressalta: ela está doente. “Não sei quem é mais doido se é quem está internado ou quem está do lado de fora da internação com esse egoísmo desenfreado”, avalia.

O convidado de hoje do 3 por 4 é um médico por formação, mas, principalmente, um cidadão por atitude e um profissional que demonstra solidariedade e atenção com seu principal foco: os doentes que trata.
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30/08/2010 às 16:52 » Nenhum Comentário

Rádio Câmara produz série especial

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RÁDIO CÂMARA – PROGRAMA REPORTAGEM ESPECIAL – 23/08 a 27/08 – 8H

A Rádio Câmara apresenta nesta semana uma série especial de reportagens sobre os transtornos mentais. O aparecimento dos primeiros sintomas, as transformações dentro da família, a política de saúde mental hoje no Brasil e as dificuldades quando transtornos surgem em crianças e adolescentes são alguns dos temas abordados nas cinco matérias da série.

Profissionais da área destacam a exclusão a que são submetidos os pacientes, e lançam a provocação de que a loucura também pode ser uma maneira de estar no mundo. Reportagem Especial, de 23 a 27 de agosto, às oito da manhã, com reprise às onze da noite. Apresentação de Daniele Lessa.

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30/08/2010 às 16:52 » Nenhum Comentário

Da condição de presa a paciente

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Fonte: Jornal do Commercio

A situação relatada na notícia abaixo é preocupante pela perspectiva de que a paciente Marinalva Maria da Silva passe o resto de sua vida presa em outro hospital psiquiátrico, após 12 anos de confinamento. Na avaliação da Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila), o caso demonstra que ainda há muito por conquistar para garantir a reforma psiquiátrica Antimanicomial e sua implementação, sobretudo no que se refere a políticas públicas integradas.

Depois de 12 anos no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, Marinalva Maria da Silva conseguiu habeas corpus e foi transferida para sanatório

Na manhã de ontem, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou a transferência da paciente Marinalva Maria da Silva, 39 anos, do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HTCP), em Itamaracá, para um sanatório da rede pública estadual. Marinalva Maria da Silva deu entradaa no HCTP para fazer um exame de sanidade mental em 1998. Por lei, a instituição teria 45 dias para emitir um laudo sobre as condições da paciente. No entanto, por 12 anos, Marinalva ficou esquecida pela Justiça e pelos parentes no pavillhão feminino do HCTP.

A realidade dela só mudou depois que um estudante de direito, parente de uma funiconária do HCTP descobriu a história e resolveu dar entrada em um habeas corpus. “Fiz por uma questão humanitária. O HCTP não deixa de ser uma cadeia e essa senhora não precisa estar presa”, afirmou o estudante que não quis se identificar.

Marinalva Maria da Silva foi presa em 1998 por tentar esfaquear a mulher que a criou, em Aliança, Mata Norte do Estado. Ela apresentava um comportamento instável e não soube explicar o motivo da agressão. A juíza Marinês Marques Viana determinou a realização do exame de sanidade mental na acusada. Depois disso, Polícia e Justiça esqueceram Marinalva. Ela nunca foi julgada pela tentativa de homicídio. Órfã, ela também não contou com o apoio da família que a criou.

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30/08/2010 às 16:52 » Um Comentário

Resolução define novas diretrizes para pacientes judiciários

No último dia 02 de agosto, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) publicou a Resolução Nº 4, que dispõe sobre as Diretrizes Nacionais de Atenção aos Pacientes Judiciários e Execução da Medida de Segurança. A resolução leva em consideração o aprendizado a partir do amadurecimento de programas pioneiros no Brasil que adotaram [...]

11/08/2010 » Leia » Nenhum Comentário

Crack preocupa candidatos

Combate ao tráfico e uso do entorpecente, que se alastra principalmente pela área central da capital do país, é tratado com destaque em algumas das propostas apresentadas pelos oito concorrentes ao Palácio do Buriti
Problema consolidado nacionalmente e real nas mais diferentes cidades do Distrito Federal, o tráfico e o consumo de drogas, especialmente o crack(1) [...]

10/08/2010 » Leia » Um Comentário